A maternidade transforma

Sabe tudo o que você imaginou sobre ter um filho?
Sabe tudo o que você vê as mães e os pais fazendo e pensou que nunca iria fazer?
Sabe tudo o que você pensou sobre o parto?
Sabe tudo o que você pensou sobre amamentação?
Sabe tudo o que você pensou sobre licença maternidade?
Sabe tudo o que você pensou sobre “acostumar mal o bebê”?

Pensou?
Agora coloca tudo isso em uma caixinha e joga fora!
É isso mesmo, joga tudo fora, porque quando você se torna mãe e pai todo o nosso “achismo” vai embora!

Eu sempre achei que quando o bebê nascia, o amor maior surgiria instantaneamente.
Isso realmente aconteceu, mas eu descobri que o trabalho era extremamente cansativo, sem descanso, com o medo, com muito choro do bebê e da mãe, com insegurança, com a dor do início da amamentação e com o passar dos dias nós fomos nos conhecendo, nos adaptando um com o outro, eu fui me entregando e hoje eu vivo esse amor incondicional.
A experiência do nosso primeiro encontro foi o momento mais lindo e intenso da minha vida, mas o amor que sinto hoje é infinitivamente maior.
Eu choro de amor, eu choro quando ele faz um som novo, eu choro quando ele pega na minha mão ou no meu rosto enquanto ele mama, eu choro enquanto ele sorri para mim.

A amamentação, eu sempre achei que fosse algo natural e simples.
Não, não é! Dói no inicio, o bico pode rachar e sangrar!
A gente descobre que não existe aquela mamada de três em três horas, os bebês mamam em livre demanda, a quantidade que querem e isso pode durar de 5 minutos a 12 horas grudado no peito.
O que eu mais ouvia era “Calma que passa” e todas as mães estavam certas, passou e eu passei a amar amamentar, a troca de olhares, a troca de carinho, o vinculo lindo que criamos.
Antes de ser mãe eu pensava que amamentar de 6 a 12 meses era o suficiente e quando eu via crianças de dois anos mamando no peito da mãe achava desnecessário. Hoje eu quero amamentar meu bebê o máximo possível, quero amamentar mais que 12 meses e não me importaria se meu filho passar dos dois anos e ainda querer o meu leite, agora eu acho lindo ver mães amamentando seus filhos de dois, três, quatro anos, aprendi que cada criança tem o seu tempo.

Bebês no carrinho, como é fácil pensar nisso quando não temos filhos, né?!
Eu nunca entendia porque mães e pais ficavam tanto tempo com os bebês no colo, era só deixar no carrinho ou no bercinho e fazer outras coisas.
Quando meu bebê veio para nossa casa, aprendi que o colo acalma, que o colo conforta e que eles precisam sim de muito colo, afinal passaram 9 meses quentinhos dentro da nossa barriga, é assustador o mundo fora do escurinho da mamãe e eles precisam continuar grudadinhos com a gente para se sentirem seguros.

Eu dou muito colo, não ligo quando falam que posso “acostumar mal” meu bebê, eu descobri que essas coisinhas crescem rápido demais e o que mais escuto das minhas amigas mães é que elas morrem de saudades de quando seus filhos só queriam colo, agora eles querem chão, querem correr, querem explorar e querem fazer coisas sozinhos.

Eu sempre trabalhei, 12 anos sendo independente financeiramente dos meus pais, se entregando de corpo e alma ao trabalho, com horário para entrar e muitos dias sem hora para sair, eu não me importava, eu gostava dessa vida, gostava de atingir metas e receber meu salário no final do mês.
Sempre achei que seria tranquilo voltar a trabalhar, nunca entendi muito bem as mães que pediam as contas porque seus filhos não “pegaram” a mamadeira e só queriam mamar no peito, para mim parecia tão fácil ensinar o bebê a mamar na mamadeira, a mãe poderia muito bem ir “acostumando” o bebê antes de voltar a trabalhar.
Agora estou aqui, minha licença maternidade já chegou ao fim, 4 meses que passaram muito mais rápido que eu podia imaginar, adicionei minhas férias e em 19 dias eu retorno ao meu trabalho.
Voltar ao mercado de trabalho dói, dói na alma, dói pensar que em poucos dias eu não terei meu filho 24 horas grudado em mim, dói o peito só de pensar na saudade que vou sentir, a falta que vou ter de ficar com ele no colo, de amamentar em livre demanda e de acalmar seus choros.
Se eu pudesse ficaria o primeiro ano com ele, 4 meses ou até 6 meses de licença maternidade é muito pouco, o primeiro ano mais importante, cheio de aprendizados e descobertas, eles precisam de nós, do nosso conforto para se sentirem seguros, ainda bem que temos em casa um papai que terá a disponibilidade de cuidar do bebê enquanto eu saio para trabalhar.

Com a maternidade eu aprendi que não existe um certo ou errado, não existe o melhor parto, que ninguém é mais mãe ou menos mãe se amamenta seu bebê ou se dá mamadeira, ninguém é mais mãe ou menos mãe se trabalha fora, se dedica exclusivamente ao bebê ou se tem uma babá, aprendi que não faz mal fazer cama compartilhada ou dormir no quartinho longe dos pais.
Toda mãe sabe cuidar da sua cria e ninguém deve julga-la, não importa nossas escolhas desde que são feitas com amor e o amor de mãe é o  maior amor do mundo.

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3 respostas para A maternidade transforma

  1. Ingrid disse:

    Que lindo…super tudo.
    Estamos passando por isso agora, nossa Mariana completou 7 dias e cada dia esta sendo uma descoberta, a amamentação não esta sendo fácil mas tenho certeza que logo será. Era contra dividir a cama com o bebê, mas agora sendo mãe e com o clima tão frio percebo que este é o melhor lugar pra ela ficar quentinha e bem alimentada.
    Boa sorte em seu retorno ao trabalho, não deve ser fácil, mas todos os dias vc terá todos os motivos do mundo para retornar rapidinho para casa.
    beijos

  2. Fernanda disse:

    Pri, sempre sensível. Sempre linda!

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