DQMMVEDMA – Holly Tree – Running Out of Sense

Primeiro deixa eu explicar essa sigla maluca ae em cima…

Bom, resolvi falar um pouco sobre “Discos Que Mudaram Minha Vida e Dos Meus Amigos” entenderam? Ae para vocês não deixarem de ler o post porque o titulo estava ridiculamente grande, resolvi abreviar =)

Para começar vou falar de um disco que realmente foi importante para mim, o primeiro CD do Holly Tree chamado “Running Out of Sense“, eu sei, eu sei, vocês vão imaginar que tiveram de milhões de discos mais importantes no mundo, na cena punk brasileira, no rock mundial e talz né…mas esse é meu blog, deixa eu falar de discos que foram importantes pra mim vai…deixa deixa deixa…outro dia eu falo do Loco Live dos Ramones, e da discografia do Minor Threat mas quero focar um pouco no punk/hardcore brasileiro.

Conheci o Holly Tree assistindo a Mtv de madrugada, acho que toda minha geração lá por 98, 99 e 2000 talvez ficava acordado até tarde porque era o horário que passava os clipes independentes, as vezes passava muita coisa ruim. Mas “Hey, Stop It” foi fodasso, dirigido pelo Christian Targa a.k.a Gordo do Blind Pigs, lembro que quando assisti fiquei em choque porque tinha um adesivo do Gritando HC na batera e pensei “Meu Deus existe uma banda brasileira que parece o Green Day”, que é a banda da minha vida, caso alguém ainda não saiba..

Semanas depois, meu amigo Clayton Kassa, chamado de Ninja pela galera de Guarulhos foi na galeria do Rock e me ligou, fudendo minha vida pra sempre com a frase “mano, vai ter show daquela banda que você viu na Mtv numa casa de show ali perto do metrô Armênia” que já seria uma bença pois para um Guarulhense jovem ir pra SP e voltar era um trampo, mas para o metrô Armênia tem ônibus direto da rua de baixo de casa YESSSS! (detalhe que só conhecia Gritando HC por causa do Ninja tbm)

Fomos e o show era Holly Tree, e mais 3 bandas que eu não conhecia, mas que me marcaram pra sempre: Blind Pigs, Zumbis do Espaço e Carbona ❤ Obrigado Ninja, esse show mudou minha vida e passei os próximos 2 anos indo toda sexta, sábado e domingo ao Hangar 110 independente da banda que estava tocando!

Engraçado pensar que hoje, tantos anos depois sou amigo de todo mundo que já fui fã…

capa HOLLY TREE

Mas o Post tem EDMA ali em cima né, então segue alguns depoimentos…

Karina Rossi – Jornalista
Eu morava em Bauru ainda, tinha uns.16 anos e tava pirando em bandas de punk rock e hc nacionais. Como eu nao andava com a galera que curtia essas coisas, eu conhecia bandas lendo os agradecimentos nos encartes dos cds que eu comprava, arrumava o contato e pedia pra mandar material pelo correio. Holly TREE foi amor ao primeiro clipe. Me identifiquei desde o começo. Hey Stop it e Feeling Sad sao musicas desse disco que ate hoje me fazem sorrir com nostalgia daquela epoca. Era aquilo que eu queria ser e se nao fosse essa banda eu nao seria eu. Meu nick no mIRC: intoxicated_girl

Luiz Henrique – DSM Produções e baterista do finado Imorais
Running Out of Sense do Holly Tre conheci em meados de 1999 pelo Thiagão que sempre teve todos os CD´s mais legais do Mundo. Mas não se trata do CD e sim da época em que ele foi lançado. O CD tinha os melhores recursos da época, que não se pode chamar de recursos, mas os shows onde suas músicas eram tocadas é que valem a pena ser lembrados. Holly Tree, Street Buldogs, Gritando HC, Zumbis do espaço faziam os melhores shows com 4 bandas que o Hangar podia suportar, com Mini Trevis e cia andando de Sk8 no half, o Mi do milli dux do mesmo tamanho e com cabelo verde, o mesmo segurança (Leslie Nielsen) e só se sabia o show da semana que vem pegando flyer na porta porque evento no FB não se tinha… alias, tínhamos Napster pra Música e CD na galeria pra quem queria algo a mais…. falando desse CD, assim como outros, conheci na melhor época da minha vida.

Pêu Barbosa – vocalista Bawdramen
Conheci em 99 numa ida na galeria, já tinha ouvido falar e comprei junto com o Life Won’t Wait do Rancid, passei meses revezando os 2 cds

Dani Cruz – blogueira do Mais Magenta
Quando eu era adolescente não era fácil conseguir levar os discos das bandas que rolavam aqui pro interior. Não tinha MP3 de banda desconhecida – até tinha mas era um parto encontrar E conseguir baixar pelo mirc na conexão discada. A gente fazia umas excursões, vinha toda a molecada de van, passava o dia na galeria do rock e depois ia pra algum show. Num desses esquemas eu comprei entre o Running Out Of Sense e virei fã. Pouco depois organizamos outro passeio pra vir num show dos caras no Hangar 110, e no dia da queda das torres gêmeas viemos ver a gravação deles com o UK Subs no Musikaos. Esse disco do Holly Tree marcou muito minha pré-adolescência e adolescência, e abriu caminho pra que eu conhecesse outras bandas paulistanas que tocavam junto com eles na época

Kennedy Lui – vocalista da banda Zebra Zebra / diretor da Gravata Florida Filmes
Fui conhecer esse disco só em 2000. Ouvi uma música no extinto programa Microfonia, na também extinta rádio 94,3 FM de Santos. Eu era MUITO fã de Green Day e aquelas músicas soaram como um Green Day mais atual, diferente. Eu pirei na hora. Nos anos seguintes eu fui em 3 ou 4 shows deles. Tietava mesmo. Pedia palheta, adesivo. Comprei fitinha K7, cd, bottom (e acho que perdi tudo!!!). Em 2001 quando eu comecei a minha primeira banda eu tocava Felling Sad e Hey Stop it! de covers nos shows. Em 2002 fui estudar no Mackenzie e o baixista estudava arquitetura lá. Eu achava o máximo e troquei ideia algumas vezes. Era animal. Gostaria muito que eles não tivessem tentado a vida na gringa, ou parado mesmo. Curtia muito.

Geise Paula – Guitarrista da banda Nervo
Conheci Holly Tree em meados de 2000, de cara eu curti porque lembrava Green Day que eu já gostava muito e por minha sorte eles vieram pra Sorocaba duas vezes. E na primeira vez eu muito “fanboy” escrevi uma carta pra eles pedindo pra trazer cd e falando que curtia muito (q boba eu rsrs), devo ter pego o endereço em algum zine (isso! foi via correio mesmo rsrs). Foi umas das bandas que me incentivou a querer conhecer mais bandas nacionais, pois eu estava descobrindo que por aqui tinha muuuita coisa boa!

Felipe Fogaça – estudante de Designer Gráfico
Esse disco (um dos melhores pra mim) me fez me interessar em tocar baixo, é um ótimo disco para quem curte punk rock.

Naty Monteiro – jornalista, resenhista e DJ
Eu conheci o holly Tree quando. baixei uma coletanea que apareceu com o nome de “punk rock” (só quem tinha internet discada e que só podia acessar depois da meia noite sabia como isso era difícil). De repente estava lá, “Hey, Stop It” e eu fiquei doida atrás de outras músicas da banda. Fui até a galeria do rock um dia e achei o “Running Out of Sense” pra vender. Vendi meus passes de ônibus lá no metrô república e voltei pra comprar. Fui divulgar pra galera da escola, emprestei pra um monte de gente e acabei perdendo o CD. Até hoje caço toda a discografia do Holly Tree pra comprar, foi uma das primeiras bandas alternativas que comecei a ouvir e que vi ao vivo. Torço sempre pelo menos para um show de reunião para relembrar os momentos fodas que a música deles me proporcionou.

Xyli Lopes – Guitarrista do finado Last Mistake
Eu, como grande fã de Green Day na época, acabei caindo nos encantos do Holly Tree. Me lembro de acordar cedo e correr para a Galeria do Rock antes de uma viagem com meus pais para comprar o CD Running Out of Sense, cheguei em casa, fiz as malas e partimos para Goiás, já sabia que seria uma viagem cansativa, de no mínimo 10 horas, levei meu discman e estava disposto a furar o CD de tanto ouvir após a primeira música “Hey! Stop It” depois de ouvir 3 vezes de cabo a rabo pedi para meu Pai se podia colocar no som do carro, ele deixou e se arrependeu, não deixei trocar até quase chegar ao destino, conclusão, meu Pai sabe até hoje cantarolar “Felling Sad”

Conte sua historia tambem aqui nos comentários…
Por hoje é isso Amics!

assinatura Sha

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Sobre shamilcarlos

34 anos, proprietário da empresa BOTTONS DX, vocalista da banda HORACE GREEN, baixista da banda FACA PRETA e puxador do BLOCO 77
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